Nosso chamado

Vivemos tempos duros, tempos de extremismo conservador, de ataques brutais aos direitos, de desmonte da educação, da saúde, da ciência e da proteção ambiental; em que fome, desemprego, violência e carestia avançam. Tempos em que querem silenciar os tambores dos terreiros e o som dos maracás para que os únicos sons audíveis sejam os das motosserras, das balas e do desalento. 

Tempos em que cada pedaço de floresta desmatado e queimado, cada termelétrica ligada e cada poço de petróleo perfurado se traduzem – na linguagem do aquecimento global – em secas mais severas, furacões mais intensos e ondas de calor mortíferas. Tempos em que a ganância envenena o ar que respiramos, a comida que comemos, a água que bebemos e o solo onde plantamos.

São tempos em que tratores e colheitadeiras atropelam e matam indígenas, mulheres, negros e negras, sem-terra e sem-teto, LGBTQIA+, jovens, populações tradicionais, trabalhadores e trabalhadoras, pessoas com deficiência. Tempos em que a Terra é sacrificada no altar do capitalismo. 

No Brasil, estava ruim antes do golpe de 2016. Desastroso depois dele. Catastrófico com a chegada de um fascista, genocida e ecocida à Presidência da República. Após cinco séculos de exploração histórica, opressão, etnocídio, colonização, racismo, negação de direitos dos nossos povos originários e de origem africana, encontramo-nos num quadro de total emergência: climática, ecológica, sanitária, social, econômica, civilizatória.

Mas há resistência! Ao lado de inúmeros setores oprimidos, os povos indígenas têm se colocado na linha de frente do combate a esse modelo insustentável. No ritmo do maracá, travam com seus corpos e espiritualidade uma batalha épica e ancestral para não deixar que o céu caia!

Há um novo projeto de mundo que tem sido ofertado pelos povos originários, verdadeiros guardiões do Planeta. É um projeto de descolonizar a Vida e abrir caminho para a sociedade da felicidade e do amor, do bem-viver, do envolvimento. Um reencontro a partir de uma nova matriz energética, dos direitos da natureza em oposição à distopia de terra arrasada, do colapso climático.

É com esse espírito de lutar pela Mãe-Terra, pelo futuro de jovens, crianças, animais e gerações por vir, que precisamos, agora, já, da Bancada do Cocar. 

Você está sendo convocado para essa jornada! Este é um chamado especial para a juventude que viverá esse novo mundo e todos os apoiadores da causa indígena e ambientalista!  O momento é agora. Vamos juntos!

É hora de fazer retomada na política, porque o Brasil é terra indígena! 

CONHEÇA AS LIDERANÇAS INDÍGENAS

sonia guajajara

CELIA XAKRIABA

EUNICE KEREXU

JOENIA WAPICHANA

UM CHAMADO PELA TERRA PARA AS ELEIÇÕES DE 2022

A Luta pela Mãe-Terra é a Mãe de Todas as Lutas

Sônia Guajajara

Antes do Brasil da coroa, existia o Brasil do cocar

Célia Xakriabá

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